23 de dezembro de 2015

Caldos Vegetarianos

Uma das coisas que me deixa com a pulga atrás da orelha quando vou a restaurantes tradicionais (não vegetarianos) é o caldo utilizado no cozimento dos alimentos, como risoto e molho branco, por exemplo, que pode muito bem ser feito com carne e/ou carcaça animal. Tenho sempre que perguntar, confiar na resposta e entregar para Deus a decisão de pedir ou não o prato em questão.

Entendo que para aqueles que comem carne não há problema na utilização de um caldo de frango na sopa de aspargos e nem se importam se isso não está especificado no cardápio, afinal, não fazem restrição alguma. Já para os vegetarianos isso é terrível, pois diminuem ainda mais as opções nos cardápios de restaurantes tradicionais. Sem contar que nos obriga a entrar no papel do chato, que pergunta tudo ("tem caldo de frango?", "leva gelatina?", "a batata rostie é temperada com bacon?" e etc.). Mas tudo o que parece ser um problema de início, se torna uma oportunidade para irmos além. Diante de um mundo de opções não exploradas, podemos nos aventurar na cozinha, inventando pratos, preparando receitas vegetarianas de livros ou adaptando outras.

É sabido que os fundos, caldos, bordos, etc, enriquecem as preparações e são base para inúmeros molhos. Para fugirmos do tradicional caldo de legumes, que é um grande sopão de vegetais super cozidos, com gosto indefinido, compartilho aqui duas opções de caldos vegetarianos simples que fiz e deram super certo.


Caldo Claro de Cebola e Louro:

Restinhos de cebola (aquela parte que sobra, próxima à raiz, quando a cortamos em cubinhos)
2 a 3 folhas de Louro
500 ml de água

Coloque tudo para ferver, assim que começar os preparos de sua receita principal. Coe antes de utilizar. O Louro dá um aroma super agradável. É um caldo rápido de fazer e de sabor suave. Pode utiliza-lo para preparos de risotos, sopas e o que mais sua imaginação mandar.



Caldo Claro de Cogumelos:



Talos de cogumelos Portobello
Água

Ferva a água com os talos, lavados, do cogumelo. Diminua o fogo e deixe reduzir. Este eu acabei de fazer, para utilizar num risoto de Portobello que fiz para o almoço. A foto mostra o que sobrou. Daria para deixar mais tempo, para reduzir mais e acentuar a cor a aroma.


Ainda tenho que ajustar as medidas, mas, enquanto isso, quem gosta de cozinhar de olho já pode ir brincando.

Beijinhos e bom apetite!

Carol. ;)

7 de setembro de 2015

Sabor de Milho - Canjiquinha 'Quitanda Natural'

Nos dias de hoje, a grande maioria dos nossos produtos à base de milho é feita com milho transgênico. Quem observa o "T" de embalagens nas prateleiras dos supermercados sabe do que estou falando. Os rotulados vão de fubá a fermento químico. Difícil escapar deles.

Mas eis que, numa das minhas idas ao Rio Gastronomia deste ano, evento realizado no Rio de Janeiro no final do mês de agosto, encontro uma das minhas comidas favoritas: Canjiquinha (ou Xerém). E o melhor: feita com milho não-transgênico. O produto é da marca "Quitanda Natural", produzido no interior do estado do RJ, e estava sendo vendido no quiosque da Nave Brasileira, lojinha com os produtos utilizados no restaurante O Navegador (no Clube Naval, Centro do Rio).



Achei super legal, assim como outros produtos como o vinagre de caqui, do qual falarei em outro post. Mas a surpresa veio realmente no sabor. Que gosto bom de milho de verdade. Enquanto comia, pensava: "Há quanto tempo não sinto esse gosto... Me lembra milho fresco. Meu Deus, será que algum dia comi uma canjiquinha com gosto de milho nesta intensidade?" 

Para quem passa pelo Centro, vale dar um pulo na lojinha do restaurante (que não é vegetariano, ok?) para comprar a canjiquinha. Fica na Av. Rio Branco, 180, 6º andar. Vale cada centavo, tanto por ser de milho não-transgênico quanto por seu sabor maravilhoso. Quem se interessou mas não passa por lá ou não mora no Rio, tentem entrar em contato com os produtores. Os contatos e endereço estão no rótulo traseiro do produto:



E fazer é muuuito fácil. É como fazer angú, só que sem risco de empelotar. Para o meu almoço, fiz uma couve refogada para acompanhar. Experimentem. ;)

1 de julho de 2015

Beba Água (Morna) Com Limão, em Jejum!


Há algum tempo que acrescentei um limão espremido no hábito diário de tomar um (ou mais) copo d'água em temperatura ambiente, em jejum. Foi-me dito que ele purifica o sangue e que era ótimo tomar água com umas gotinhas de limão ao acordar. Como o limão é rico em vitamina C e dizem que esta vitamina se perde rapidamente quando em contato com o ar, - ou seja, não dá para guardar meio limão sem que se perca grande parte da vitamina C -, pensei: vou é tomar logo o suco de um limão inteiro.

Depois disso, comecei a ouvir e ler sobre os benefícios deste hábito, só que, na maioria das vezes, a recomendação é para que seja com água morna, para auxiliar no processo digestivo. Ouvi de pessoas ligadas à medicina homeopática, ayurvédica, li em blogs e até uma revista de corrida que assino incentivou os corredores a inserir o suco de meio limão no café da manhã, para prevenir lesões. Isso porque o limão regulariza o PH de nosso organismo retirando a acidez, inclusive o ácido úrico acumulado nas articulações (Gota), e assim previne lesões. É muito doido pensar que um alimento de gosto ácido seja um super alcalinizante ao ser metabolizado por nosso corpo.

O hábito de beber um copo de água morna com limão é excelente para o aparelho digestivo, pois estimula os movimentos peristálticos além de aliviar a azia, gazes e até mesmo a ressaca! Também contribui para o aumento da absorção de ferro pelo organismo. Por suas propriedades diuréticas, é um hábito que purifica o corpo e desintoxica o fígado (olha a ajuda na ressaca aí).

Fora isso, é sabido que a vitamina C é um excelente antioxidante, o que contribui para a vitalidade da pele, tratando este vasto órgão de dentro para fora. Outro senso comum é o benefício do limão para a melhora da nossa imunidade, tornando-nos mais resistentes a doenças.

Quanta coisa um hábito tão simples pode nos proporcionar. E olha que ainda tem mais, eu que não coloquei aqui! Uma só frutinha, encontrada na grande maioria dos lugares, que junto à água morna, tem suas qualidades potencializadas. É só espremer uma pela manhã, juntar a água e ingerir antes de se alimentar. Simples, né? Agora é só começar (ou continuar)!

Beijinhos e saúde para todos nós!


PS: Quer saber mais? Recomendo a leitura desta postagem (site português): medicina-tradicional-chinesa.com

3 de junho de 2015

Restaurante Bio Carioca - Copacabana: do almoço ao jantar.

Em se tratando de horário de funcionamento, o restaurante Bio Carioca - filial Copacabana - é uma raridade entre os restaurantes vegetarianos no Rio e só por isso já merece meus aplausos. Funcionando de 11:30 à meia-noite, de terça a sábado, é uma boa opção para jantar após assistir um filme ou uma peça de teatro. Foi assim comigo. Fui pela primeira (e ainda única), após assistir uma peça, num programa tipo família/casal, com meu namorado, minha enteada e seu noivo, que já conheciam o local.

fonte: biocarioca.com.br
A localização é boa (Rua Xavier da Silveira, nº 28), bem pertinho da praia, com bastante condução, o que é super importante em se tratando de Copacabana. O ambiente é pequeno, simples, indo pro bacaninha, com um mezzanino e pouquíssimas mesas (60 lugares, de acordo com informações do site). A cozinha fica atrás de uma "vitrine", pela qual podemos ver o preparo dos pratos. O preço está no nível zona sul, compatível com restaurantes como o Gula Gula (opções vegetarianas).


Por sugestão dos meninos, pedi o Yakissoba de Legumes com Cogumelo Paris (R$ 33,90), que vinha com umas amêndoas torradas decorando o prato e o paladar. Bom.

Yakissoba de Legumes e cogumelo Paris - restaurante Bio Carioca.

De sobremesa, dividi uma torta de goiabada com queijo com meu namorado (R$ 13,50 a fatia). Eu, que gosto bastante de um doce, considerei razoável. O restaurante oferece ainda bastante variedade de sucos, algumas opções de sanduíches e omeletes, sendo bem atrativo para uma refeição mais leve. Também tem um menu de pizzas a partir das 17h, podendo escolher entre tofu ou mussarela, o que é sempre bom para os veganos.

O atendimento (pelo menos no final da noite) estava a desejar, mas isso, infelizmente, é um padrão nos restaurantes aqui do Rio. Sempre rola o esquema garçom virado de costas para o salão e você tentando uma comunicação mental com o sujeito para ver se ele se vira, te vê e te atende.

Enfim, o restaurante Bio Carioca de Copacabana é um dos poucos restaurantes exclusivamente vegetariano que atende a la carte, do almoço ao jantar, o que por si só, já merece aplausos.


19 de março de 2015

É época de Abacate. Que tal uma saladinha?

Aqui no Brasil, ainda é muito comum consumirmos o abacate "doce", como em vitaminas ou em cremes. O Guacamole já está entrando no nosso cardápio, mas ainda há muito a ser explorado. :)

Já postei aqui os deliciosos sanduíches de abacate. Para seu sanduíche ALT (Avocado=abacate, Lettuce=alface and Tomato=tomate) ficar show, use um abacate não muito mole, mais firme, divida-o no meio, retire o caroço e descasque-o com as mãos e o auxílio de uma faquinha, se necessário (nada de usar colher para solta-lo da casca). Fica uma cuia perfeita, pronta para fatiar, picar, ou mesmo servir de suporte para algum prato, como um ensopadinho, talvez.

Outro consumo diferente (pelo menos, eu achei super diferente): abacate no feijão! Depois do feijão pronto, corte o abacate em cubos e mergulhe no caldo. Fica ótimo!

Vou passar a receita que fiz de salada de abacate. Eu adorei! Dá para duas pessoas, caso a salada seja uma entrada, ou para uma pessoa, caso seja um prato único. Olhem como ficou bonita!



Salada de Abacate e Maçã

- 1 abacate não muito mole (usei o tipo bolinha, direto do quintal da minha mãe - ô, sorte!)
- 1 maçã durinha (tipo Fuji)
- 4 talinhos de palmito
- Alho-poró (um pedaço de aproximadamente 5 cm)
- 1 colher de café de canela
- 1 colher de café de páprica picante
- Sal a gosto (pode ser uma medida parecida com a dos temperos)
- Azeite
- Folhas de rúcula, para decorar

Corte o abacate ao meio, retire a semente, e descasque-o. Lave a maçã, corte-a em quatro e retire o miolo com as sementes. Corte o abacate e a maçã em cubos e o palmito em rodelas (de tamanho parecido com os cubos). Corte o alho-poró em rodelas e solte-as. Coloque esses ingrediente em uma vasilha, junte os temperos e misture delicadamente.
Em um prato, arrume as folhas de rúcula, previamente lavadas, e arrume a salada no centro do prato. Se quiser dar um toque mais picante, rale pimenta do reino por cima e bom apetite.
Além de linda, esta salada fica deliciosa e é super rápida de fazer. ;)