28 de outubro de 2014

Ora-pro-nobis (Pereskia aculiata)

Estou fazendo o curso de jardinagem do Senac. Está sendo muito bacana, até porque o professor está nos estimulando a cultivar espécies alimentares também, como é o caso da Ora-pro-nobis (Pereskia aculiata).



A planta é uma espécie de cactácea, natural do continente americano, muito adaptável e versátil, pois pode ser utilizada como cerca viva, ornamentação, principalmente durante a sua floração de belas flores brancas e perfumadas, com alta concentração de pólen, e também como alimento rico em proteína (25%, aproximadamente), vitaminas A, B e C, além de cálcio, ferro e fósforo. Em Minas, a Ora-pro-nobis é conhecida também como "carne de pobre".


E ela é muito generosa mesmo. Dá para conseguir mudas através de estacas e, pleo que li em outros sites, qualquer tipo de solo está valendo. Mas com certeza o solo vai influenciar no desenvolvimento da planta. Eu misturei um pouco de calcário na terra que eu tinha, para corrigir o Ph do solo e permitir uma maior aeração nas raízes. Ah, e como é uma cactácea, não precisa ficar regando a bichinha sem parar, certo? Ela já armazena bastante água, naturalmente. Outro lembrete: cactos possuem espinhos e a ora-pro-nobis segue a regra. Seus espinhos ficam escondidos bem atrás das folhas. Assim, cuidados co o manuseio. Use luvas. ;)


Lá no curso, o professor levou uns galhos com folhas para nós fazermos as estacas. Cada um de nós pegou uma quantidade de folhas para uso próprio. Eu fiz as minhas num refogado de cogumelo paris no molho shoyo. Bem rapidinho de fazer, gostoso e nutritivo.



Primeiro, lavei os cogumelos. Depois refoguei-os rapidamente na panela com um pouco de shoyo e por fim, juntei as folhas de ora-pro-nobis. Gastei uns 5 minutos, no total. Rapidinho mesmo. ;)

Vi uma receita de pão no site Portal Paisagismo. Na receita do pão, a ora-pro-nobis é usada seca. Eu não fiz, mas quem se interessar, pode clicar no link acima.

25 de setembro de 2014

Bolo de Cenoura e Costumes Locais

Estou fazendo, neste exato momento, um bolo de cenoura. É o primeiro que faço na vida. Acho que fiquei traumatizada com o bolo de beterraba que fiz seguindo a receita da Fulgor e deu errado (o pior é que eu sabia que não daria certo, mas resolvi seguir mesmo assim).

Procurei por receitas na Internet, pois, pasmem, pelo menos no meu livro Dona Benta não tem receita deste bolo! Veja que coloquei o "pelo menos no meu" pois tenho a esperança de estar sofrendo de cegueira ou de ter uma versão simplificada do livro.

Nesta busca, percebi algo curioso e resolvi compartilhar com quem por ventura vir a ler esta postagem. As receitas de sites brasileiros são todas (todas as que eu vi) no liquidificador (ou pelo menos usa-se o liquidificador em algum momento, como na que eu escolhi, do site CyberCook, foto ao lado) e são acompanhadas da famosa calda de chocolate.


Agora dá uma manjada no bolo de cenoura dos americanos, nesta outra foto aqui à esquerda). Para começar, o liquidificador não entra na jogada. A cenoura vai ralada na massa (não é triturada como nos nossos) e o mais diferente de tudo (pelo menos na minha opinião): a cobertura padrão deles é com cream cheese! Eles também acrescentam nozes pecan na receita. Achei muito legal essas diferenças, pensar este bolo tão tradicional para nós, brasileiros (menos para os editores do Dona Benta) com outra cobertura, outra apresentação, etc. Para quem quiser conferir as receitas estrangeiras, clique aqui que te encaminho para lá. ;)



Bem, vou ver meu bolo, pois está cheirando

15 de agosto de 2014

Dahl de Ervilha - improviso sobre o tema

Equação: tempo frio (de carioca, claro) + fome + um restinho de ervilha seca partida + meia cebola + um tomate pequeno + uma batata média + sal + açúcar mascavo + óleo de girassol + um massala comprado no Hare Krishna da Felipe Camarão + mania de não seguir receita = Dahl de Ervilha improvisado! ;)



O improviso se deu sobre o tema do livro "40 Receitas Vegetarianas", de Madhava Lila, comprado no restaurante Govinda, no Centro do Rio. Mas é claro que a pessoa aqui nem pegou no livro, pois já partiu determinada a improvisar.

Para quem quiser se inspirar, eu fiz assim:

Deixei a ervilha de molho por umas 2h, o tempo de ir na casa de uma amiga (e vizinha) e voltar. Eu tinha algo entre 1/2 xícara e 3/4 de xícara de ervilha. Cheguei em casa, peguei minha panelinha de pressão, coloquei 2 1/2 copos de água para ferver, coloquei a ervilha na panela, tampei e deixei uns 20 minutos. Tocou o timer, apaguei o fogo, deixei a pressão sair naturalmente e fui descascar batata! Cortei em cubos depois de descascada. Retirei o que sobrou da pressão, abri a tampa, juntei a batata e sal e coloquei para ferver mais. Enquanto isso, cortei a minha meia cebola e o tomate (sem sementes) em cubinhos. Numa panela separada, refoguei a cebola no óleo de girassol com o massala até ficar macia (não muito). Daí juntei o tomate, coloquei uma pitada de açúcar mascavo, um pouquinho do caldo da ervilha com batata, dei aquela cozinhada rápida e pronto! Fiz tipo refogado de feijão: juntei uma concha do caldo no refogado, misturei um pouquinho e pimba!, todo mundo para a panela grande. Amassei a batata na panela mesmo, bem grosseiramente e finito

Deu dois pratos fundos pequenos. Para quem for almoçar só o dahl, pode considerar uma porção individual. Se for servir de entrada, dá para duas ou três pessoas, dependendo do apetite e da hora. ;)

Esse foi meu almoço hoje. Quem quiser copiar, fique a vontade que ficou gostoso. Quem quiser ler a receita do livro que me inspirou, recomendo que comprem, é muito bacana. Eu já tinha falado sobre ele na postagem do Tchai Latte. Vale a pena conferir! Olha a imagem dele aqui do lado.

Beijos!!!

14 de março de 2014

Apple Butter

Tive a felicidade de ir ao mercado com Tracy, minha anfitriã, em Wilmington, Delaware (EUA). Felicidade porque ela adora mercadinhos e fui com ela pela segunda vez no Highland Orchards Farm Market, tipo mercadinho de fazenda mesmo, com várias coisinhas bacanas. ;)

Da primeira vez que fui, comprei coisas deliciosas: peach butter, apple butter e ginger spread. Os dois primeiros tem uma consistência espessa, acho que por isso chamam de butter. O terceiro é mais como geleia mesmo, com muito gengibre. Delicia!!!!

Desta vez, repeti o sucesso e comprei apple butter e ginger spread. :)



Se alguém que estiver lendo for a Wilmington (DE), recomendo uma visitinha ao Highland Orchards Farm Market (1431 Fouk Rd.). 

Beijos!!!


P.S.: Publiquei esta postagem pelo celular e agora, no laptop, pesquisei mais sobre apple butter. Ela é feita pelo cozimento super lento (e em duas etapas), da maçã. Para quem quiser se arriscar, é basicamente (e grosseiramente) isso: corte umas maçãs das boas para cozinhar, preservando a casca e as sementes e coloque para cozinhar por uns 20 minutos ou até amolecerem. Depois, passe as maçãs no passatutto, tempere o purê resultante e volte ao fogo baixo por duas horas.

3 de março de 2014

Abacate em Sanduíches

Olha, estou anos luz de distância quando o assunto é abacate. Se você, como eu, só consome(ia) abacate como creme (doce), como vitamina, com limão ou, no máximo, na guaca mole ou numa saladinha esperta, abra sua mente para os múltiplos usos do abacate em receitas salgadas, como nestes sanduíches, e bom apetite! ;)

Acima, o novo Sanduíche Vegano com abacate, pimentão, creme de "kale", folhas de espinafre e amêndoas torradas. Pret A Manger.

O fantástico A-L-T do The Pony Bar, em Nova Iorque. Simplesmente delicioso! Feito com abacate fatiado, tomate em rodelas, alface e maionese, vem acompanhado de batata frita e picles super picante. Vale a pena copiar esta delícia! ;)

Beijinho para todos!!!