16 de dezembro de 2012

É Mole?

Nossa, ontem fui numa aventura com meu namorado: shopping em época de Natal! A compra era para ser rápida, mas... Na primeira loja, a tentativa era de comprar uma roupa de presente para uma menina. Gente, que loucura! Até conseguimos escolher as peças, depois de muito tempo, pois as vendedoras estavam loucas, assim como a clientela, só que aquelas super mal preparadas. Agora, pagar foi impossível. Só para fechar a conta foi tipo missão impossível. Na hora de pagar, aproximadamente uns 30 minutos de espera, sem previsão para atendimento. Fomos embora de mãos vazias. Conseguimos comprar o presente na única loja, das 6 que entramos, com bons vendedores. Ufa e até que enfim!

Mas o que isso tem a ver com vegetarianismo? Bem, estava nos planos almoçar por lá (detalhe que já eram 17h). Fomos ao La Mole, que pelo menos não serve na confusão da praça de alimentação. = P Chegando lá, nós mesmos nos conduzimos à mesa, nós mesmos pegamos o cardápio, o azeite, só faltou irmos para a cozinha preparar o pedido. rsrsrsrsrs. Agora, o motivo do título desta postagem: o La Mole servia uma opção lacto-vegetariana boa, o ravioli de queijo coalho com damasco. Servia, no passado, para minha surpresa e decepção! É mole uma coisa dessas!? Também tiraram a clássica sobremesa de banana flambada com sorvete. Surreal!!! Fora isso, o couvert estava sem pizza branca e grissini. Será que foi o Papai Noel quem comeu tudo? Opções de almoço ovolactovegetariano que sobraram no La Mole: uma massa, acho que gnocchi, aos quatro queijos, salada especial (aquela que você monta num papelzinho, com 12 itens e 1 molho) e pizzas de mussarela, margherita e tomate seco com rúcula. Fiquei com a salada e fui feliz!

Numa época em que tanto se fala de inclusão, cadê a inclusão dos vegetarianos na sociedade? Vou pedir para que venha junto com o espírito de Natal, que também anda perdido por aí!

12 de dezembro de 2012

No restaurante Hare Krishna

Finalmente fui hoje almoçar no Refeitório Lactovegetariano e Vegan Radhe Shyan, no Templo Hare Krishna, na Tijuca (Rua Felipe Camarão 140, pertinho da Praça Varnhagen). Aproveitei o serviço vizinho de um lava-jato, pois meu carro de vermelho brilhante já estava rosa fosco (ui!), e fui lá conhecer. O funcionamento é de 11:30 às 15:00, de quarta à sexta, e de 12h às 16h aos sábados, domingos e feriados.

A recepção é feita ao som de Bhajans para Krishna e cheirinho de insenso (suave, ao menos para o meu nariz). Uma mocinha simpática veio me explicar como funciona e anotar meu pedido. Eles tem um cardápio com várias opções e a gente pode escolher o que quisermos dentro delas. Não entendi bem se o suco e a salada acompanham a refeição ou paguei algum deles a parte, mas pouco importa, é coisa de 2 reais. Registrei meu pedido na foto abaixo.


O pedido chegou rapidinho e ainda veio de brinde uma caipirinha sem álcool de gengibre e limão. Do cardápio, pedi: arroz integral, feijão fradinho, samosa assada de legumes (tipo um pastelzinho de forno, no canto esquerdo da foto), sabji de abobrinha, com proteína de soja e agrião (acima, à esquerda), salada e refresco de goiaba, laranja e couve. Estava uma delícia, com destaque para o feijão super bem temperado e o refresco bonzão! Se eu quisesse, ainda tinha uma cuca de banana de sobremesa, mas já estava bem satisfeita com a refeição. Paguei 17 reais por tudo, muito bom preço para Rio de Janeiro, e sai de lá com os bhajans na cabeça. Gostei e voltarei. Ah, e ainda rola uma lojinha de produtos indianos, com roupas, imagens, incenso, etc. Recomendo!

Ainda em Tatuí...

Depois da última aula em Tatuí, peguei uma carona direto para a rodoviária, para já garantir minha passagem para a manhã do dia seguinte. Voltei para o hotel por outra rua, que dá direto na Praça da Matriz e chegando lá, vi um café bem bacaninha, com umas mesinhas na praça, toldinho, enfim, um clima bom. Abortei o plano de procurar o tal do Ópera Mix e decidi jantar/ lanchar lá, no Café Canção.

Muito bom, várias opções de sanduíches para quem é lactovegetariano além do variado cardápio de bebidas com café (conheço gente que se ler isso, vai querer ir a Tatuí). Pedi um sanduíche chamado Tropicália (cream cheese, tomate seco, azeitona preta e rúcula), no pão de forma integral, pois não tinha baguete, e um Café Vienense (café, chocolate meio amargo e chantilly). Estava tudo uma delícia! Olhem só as fotos:

Café Vienense antes da destruição, digo, consumo - Café Canção, Tatuí.

Sanduíches Tropicália com café já bagunçado - Café Canção, Tatuí.

Fica a dica para os vegetarianos que forem a Tatuí, cidade da música, em São Paulo: não deixem de ir ao Café Canção, para um lanche gostoso e agradável, e no Tempero Manero para almoçar bem sem gastar muito! ;)



9 de dezembro de 2012

Em Tatuí (São Paulo)

Cheguei em Tatuí na sexta passada para dar aula de Planejamento de Projetos Musicais durante o final de semana. Sai do Santos Dummont para Campinas, pela Azul. Gente, me supreendi com as opções de lanchinhos da companhia. Tinha cookie integral, mix de amêndoas com passas e amendoim, um outro biscoito salgado integral e outras opções mais vulgares (tipo: batata frita, bala e o famoso goiabinha). Fiquei com o mix!

Chegando em Campinas começou a jornada. Cheguei quase 11 horas da manhã e em Tatuí, quase 5 horas da tarde!!!!! A moça da empresa de turismo da faculdade tinha me dito que a viagem era de 2 horas, e fiquei 6 horas em deslocamento. Uau!!!! Sinceramente, acho que teria sido mais rápido ter vindo direto de ônibus. Almocei na rodoviária de Campinas mesmo, no fast food de comida italiana, enquanto aguardava a saída do "cata-corno".

Quando finalmente entrei no hotel, a única coisa que meu corpo pedia era um banho. Ainda dei uma saidinha até o mercado para comprar água antes de finalizar e testar tudo para a aula do dia seguinte. Daí veio a questão: onde jantar? No hotel, impossível, tudo tinha carne, fora omelete de queijo. Não sou fã de omelete assim para deixar a preguiça dominar. Como no hotel tem internet sem fio gratuita no quarto mandei a frase "onde comer em Tatuí" para ver o que aparecia. Vi logo um, chamado Ópera Mix, que tinha um comentário "opções vegetarianas". Oba! Entrei no site, vi o cardápio, localização no google maps, anotei no caderninho. Anotei outros endereços e sai. Mas, cadê as placas com os nomes das ruas? Ops... Acabei tomando um suco ao leite e um pão de batata com requeijão na Casa de Sucos, na Rua 15 de novembro.

Vai um pedacinho aí?

Ontem, sai com as alunas para almoçar num dos restaurantes que tinha tomado nota, Sattva. Nunca ia encontrar, pois este nome é a razão social. O nome do letreiro é Tempero Manero (sem "i" mesmo). Muito gostosa a comida e muito barata. Paguei R$ 6,30 pela refeição (buffet livre para quem não come carne) e uma água com gás (500 ml). Onde isso é possível no Rio? Jantei uma pizza no forno à lenha (ah, essa comida italiana querida, que sempre me salvou nas horas de necessidade...). Hoje, almocei com as alunas novamente, pessoas muito simpáticas e agradáveis. Fomos a um restaurante chamado Paiol, de comida caipira. Comi um mingau de milho muito bom. Faz com milho ralado e um refogadinho para temperar. Não chega a ser uma canjiquinha, que adoro, mas foi uma excelente experiência. Vou ver se hoje à noite consigo ir no tal do Ópera Mix. ;)


Uma curiosidade: na frente do local das aulas tem um restaurante. Fui lá no intervalo de ontem, para perguntar se eles serviam alguma coisa sem carne. A moça me perguntou o que eu gostava de comer então, pois tinha panquecas de frios. Achei graça dessa: desde quando frios não é de carne? Vai entender a lógica...

28 de novembro de 2012

Ceia de Natal Vegetariana - Curso bacana no Humaitá!

       Para acabar com os problemas de vegetarianos como eu, que passam o Natal em família onde todos são carnívoros, a boa é fazer a Aula de Culinária Vegetariana, especial Ceia de Natal, com Juliana Venturelli no Atelier das Idéias, no Humaitá! Vai ser à noite, no próximo dia 06. Leiam só que maravilha de cardápio:


Entrada: Pétalas de endívia com figos frescos, queijo de cabra e mel (huuuummmmm)

Prato Principal: Risoto de quinoa com tomates frescos, aspargos e cogumelos frescos (oba!)

Bebida: Pina Colada sem álcool. Com leite de amêndoas (nossa!)


Sobremesa: Tarteletes integrais de damasco, tahine e mel (maravilha!)


       Os comentários entre parentesis são meus... :-D Mas, hão de concordar comigo que está show! Hoje, já tive mais um incentivador para que eu faça o curso. Eu vou!!! Além de saboroso, esse cardápio dá para ser feito em muitas outras ocasiões festivas. Para quem também se interessou, escreva para contato@ateliedasideias.com.br solicitando mais informações. Beijo no coração e boas festas!!! ;-)



Como é boa a tapioca

Minhas origens nordestinas, vindas de meu avô Cavalcanti, ficam todas salientes quando o assunto é aipim, mandioca, macaxeira. Eu sou completamente apaixonada! A versatilidade culinária dessa raiz é fantástica! Pode ser preparada de várias formas. Aipim cozido no café da manhã com manteiga, hummm.... Sou mil vezes aipim frito a batata frita. Com uma manteiguinha de garrafa então... E pure? Sem comparação! E bolo doce? E como massa de bolinho salgado? Escondidinho (vegetariano, claro!)? E farinha, gente? Adoro! Seja numa farofinha ou pura, acompanhando o prato. Maravilha! E quem não gosta de um biscoitinho de polvilho? De um pãozinho de queijo? Quando fui a Belém ainda descobri um fantástico uso de suas folhas super cozidas como base da manissoba. Genial!!!

Agora, cá entre nós, a tapioca ou biju é um dos meus pratos preferidos. Adoro tapioca no café da manhã. Minha relação com a tapioca começou há mais de dez anos, na feira dos paraíbas, em São Cristovão, quando ainda era do lado de fora. Aprendi a fazer a simples com minha amiga Isa, era uma delícia as tardes com tapioquinha e café. A recheada, com uma senhora que fazia tapioca perto da barraca Campina Grande (tinha um trio de forró muito bacana lá). Comprava a goma, o queijo coalho, e preparava em casa, com direito a viradinha ninja, impulsionando a frigideira para cima, tipo desenho animado. Tão fácil e tão gostoso. Aqui no Grajaú, tem uma feirante que vende a goma e o queijo coalho nas feiras de terça e de sexta. Fiquei refém dela. rsrsrsrs

Mas agora, resolvi por em prática meus aprendizados com Grazi, minha amiga que mora em Parati, que me ensinou a fazer a goma. É muito simples: coloca polvilho numa vasilha e vai aos poucos adicionando água, bem pouquinho de cada vez, e misturando/ amassando bem, até chegar no ponto. A da foto abaixo foi feita por mim, com uma parte de polvilho azedo e outra de polvilho doce.


Já fiz algumas vezes a goma e funcionou bem melhor quando misturei com um garfo e deixei respirar um tempinho antes de colocar num pote fechado. Eu conservo a minha na geladeira, para não ter risco de azedar com esse calorão de Rio de Janeiro. Para preparar a tapioca, é só passar na peneira, colocar um pouquinho de sal, se quiser, e... frigideira! 

Nunca fez e/ou nunca viu fazer, mas adora comer? Quer fazer também? Seguinte: com a goma peneirada, recheio à escolha do frêgues e disponibilidade na geladeira já separadinho ao lado, leve uma frigideira ao fogo médio/baixo (para não queimar) com um pouquinho de azeite ou margarina. Se tiver dessas frigideiras tipo omeleteira, fica mais fácil na hora de virar. Com a mão, vá polvilhando a tapioca até cobrir o fundo da frigideira. Em seguida, espalhe o recheio e cubra polvilhando mais uma camada de tapioca. Vire a tapioca, pode dar aquela pressionadinha de leve, espere um pouquinho e está pronta! Moleza, não!? Na da foto abaixo, meu café da manhã, coloquei umas fatias de queijo minas curado. Ficou ótima! 


Também ficaram muito boas as de queijo coalho ralado com acelga ou com alho poró ou com passas e castanha de cajú granulada. Solte a sua imaginação e bom apetite!
   

22 de novembro de 2012

As pessoas

Só para constar aqui no blog o quão fofas as pessoas são (e podem ser). Na volta da viagem ao México, esqueci novamente de falar que sou vegetariana no check in. Enfim, no primeiro vôo foi servida uma opção sem carne, de massa. A salada estava feia demais; sabe alquela alface passada? Não comi. No segundo vôo, primeira refeição (sim, Copa Airlines é boa para glutões) opções frango ou carne. Passei. Fiquei só no suco de caixinha... Segunda refeição, sanduíche de frango ou carne. Se fosse um restaurante diria que usaram as sobras do almoço. Perguntei para a aeromoça se não tinha nada sem carne e ela respondeu que não. Ok, já passei períodos mais longos sem comer e afinal, tinha água e suco. Passou um pouquinho, veio ela com duas bandejinhas, uma para mim e outra pro meu namorado, que estava enjoado e por isso não quis comer. Nas bandejinhas tinha uma porçãozinha de salada, uma outra de frutas, um pãozinho, margarina e biscoito doce. A outra aeromoça fez cara de "por que isso?" e ela respondeu, "eles são vegetarianos". Achei super fofo da parte dela, ficou preocupada e pegou o que tinha para servir.

Em outra ocasião, antes de um concerto que fui assistir, da minha querida mestra Laura, ofereceram um lanchinho. Assim que cheguei, as duas filhas dela já foram logo me mostrando as opções sem carne, super atenciosas e lindas.

Enfim, foram só dois exemplos. Sejamos vegetarianos ou não, é bom que sempre olhemos para as pessoas com amor. Isso reflete e retorna. ;)

Belas flores para todos nós!

10 de novembro de 2012

No México

       Ser uma viajante vegetariana não é simples... A questão começou antes de embarcar. Entrei no site da Copa Airlines para ver como avisar que sou vegetariana. Não entendi direito o lance, parecia que eu tinha que ter a passagem em mãos para adicionar a alimentação diferenciada. Mandei um email, sem resposta até hoje. Entreguei para Deus. Qualquer coisa, não teria problema comer só a saladinha com pãozinho ou mesmo fazer um jejunzinho básico. Já no avião, na hora de servirem o almoço, ouvi a conversa de um passageiro sentado na minha fileira, com o comissário de bordo, sobre o pedido dele por 3 pratos infantis. O comissário confirmou dois pedidos e um outro vegetariano. Vi a cara de frustado do sujeito e rapidinho me pronunciei como voluntária ao prato vegetariano. O comissário olhou o papel que tinha em mãos e confirmou o prato para mim. O que aconteceu de fato, se foi o meu email que funcionou ou se peguei o prato recisado pelo outro passageiro, não sei e também já não me importa. O fato é que recebi um prato com arroz branco e legumes, nada muito criativo, mas ok.
       Aqui pelo México, como estou hospedada em casa de família conhecida, quando como em casa é só alegria. Tenho uma excelente anfitriã, muito fofa e zelosa. Estou adorando estar aqui. Nos restaurantes locais, as opções são poucas, mas existem, mesmo que só entradas. Fomos ao Museo de Antropologia, maravilhoso por sinal! Comi por lá uma sopa creme de flor de abóbora, que levava também milho e uns pedaços de queijo, bem gostosa. Numa outra ocasião, em um restaurante chamado Dulcinea, em Miguel Hidalgo, tinham várias opções de entrada e de pratos de massa. Experimentei o queijo frito e os nachos de banana da terra, acompanhados de frijoles (uma espécie de pure de feijão), guacamole e um tipo de coalhada. Como prato principal, pasta aos três queijos. Um deles era provolone, os outros dois eram queijos mexicanos, um era o panela e o outro não me embro o nome. Estava tudo bem gostoso. Já no restaurante Villa Maria, fiquei só na entradinha mesmo, ao som de ótimos mariachis. Pedi a "Ofrenda de Cultlacoche", um prato com fungo de milho preto, queijo e molho de abacate, servido numa apresentação tipo lasanha. Excelente pedida! Para a turma das bebidas alcóolicas, neste restaurante são servidas margueritas numas taças mega. Mais parecem um balde. Inacreditável!!!
       Apesar de eu ser a única vegetariana no meu grupo, num país com uma cozinha rica em pratos com muitos tipos de carne (a galera aqui come até grilo e minhoca... nossa...), não precisei ficar só no milho e guacamole. Aliás, o uso do abacate na culinária mexicana é ótimo. Adorei o lance do molho de abacate que comi na "lasanha" de fungo. Vou incorporar no meu repertório culinário. O uso da banana da terra no prato salgado também é otimo, mas já tinha me apropriado desde Nova Iorque, após uma ida a um restaurante cubano.
Guacamole na casa de meus queridos anfitriões

4 de novembro de 2012

Lentilha com Couve-Flor e Cominho

Hoje, posto a receita que fiz antes de sair de viagem para o México. A lentilha é um alimento riquíssimo, excelente para os vegetarianos e para os não vegetarianos também! Outra hora vou postar sobre esse grão. Li que existem vários tipos que nem podia imaginar.

Bem, dentro do meu parco conhecimento e do meu estoque de alimentos, fiz esse prato, que ficou bem gostoso e rendeu mais do que eu esperava. Assim como a recita de cuscuz, essa também dá para comer quente ou fria, depende do gosto e da ocasião. ;)

Aqui vai a receita e a fotinho (com acompanhamento de salada de alface com vinagre balsâmico e azeite) 
Lentilha com Couve-Flor e Cominho, Vegetarianismo Carioca.

Ingredientes:

 - 1/2 copo de lentilha crua
 - 1 copo de água
 - 2 copos de couve-flor crua picada
 - 1 cebola miúda
 - 1 dente de alho
 - 2 pitadas de sal
 - 1 colher de café de cominho
 - azeite

Preparo:

       Coloque a água para ferver em uma panela. Ferveu, acrescente o sal e a lentilha, tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo. Quando a água estiver quase acabando, abaixo da altura dos grãos, junte a couve-flor na panela, por cima da lentilha. Assim, preserva melhor os nutrientes. Mantenha a panela tampada e em fogo baixo até evaporar toda a água. Depois disso, apague o fogo.
       Corte a cebola e o alho e refogue-os em outra panela. Jogue o refogado na panela com a lentilha e a couve-flor, acrescente o cominho, azeite a gosto e misture bem.
       Pode ser consumido quente ou frio, como salada. Rende de 2 a 3 porções.

30 de outubro de 2012

Almoço rápido: Cuscuz com Couve-Flor, Alcaparra e Cúrcuma

       Para aquelas pessoas que dizem que não têm tempo ou ânimo para cozinhar só para si, aqui vai uma receitinha super prática e rápida. O cuscuz marroquino é o ingrediente perfeito para quem mora sozinho. Se você não conhece ou só comeu no restaurante talvez não vá acreditar na velocidade em que ele fica pronto. É mais rápido que miojo, só que muito, mas muito mais interessante. É sério!!! Basta ferver a água e deixar hidratar por um minuto! Fantástico, não é mesmo!?


       Bem, vamos à receita, que é o que interessa. Para fazer um cuscuz igual ao que eu fiz e que está na foto acima, você vai precisar de:

 - 100g de cuscuz marroquino

 - Água
 - Couve-flor (pode calcular uma xícara bem cheia dela já picada)
 - 02 colheres de sopa de alcaparras
 - 01 colher de café de cúrcuma
 - 01 cebola miúda cortada em tiras pequenas
 - 01 dente de alho fatiado ou picado
 - Sal
 - Azeite
 - Folhas de alfaces romana e mimosa rasgadas grosseiramente


       Coloque um pouco de água para ferver e cozinhe a couve-flor em fogo médio por aproximadamente 3 minutos. Em outra panela, ferva àgua para hidratar o cuscuz. Eu usei um que vem em saquinho, que é só colocar dentro d'água, esperar 01 minuto, retirar da água, abrir o saquinho e despejar num recipiente. Mas já usei outros que não vinham desta forma, igualmente prático e ainda por cima mais ecológico, pois não tem o saquinho para jogarmos fora. ;) Neste caso, é só coloca-lo num recipiente e jogar a água fervente por cima. Em um minuto, ele absorve tudo e está pronto para o uso.
       Com um garfo, misture a cúrcuma e o azeite a gosto no cuscuz já hidratado. Junte a couve-flor cozida e as alcaparras (eu tiro um pouco do sal delas, colocando-as numa peneira e lavando-as em água corrente). Acrescente sal (coloquei umas quatro pitadinhas) e misture tudo.
       Refogue o alho e a cebola em azeite em fogo médio. Eu gosto da cebola mais durinha. Ficando pronto, jogue o refogado no cuscuz, misture novamente com o garfo e pronto! É só servir!!! Rende umas duas porções. Para fazer um prato como o da foto, basta arrumar as folhas de alface no prato, formando um anel, e colocar o cuscuz no centro. As folhas que usei foram compradas na feira de orgânicos da praça Afonso Pena, mencionada em outra postagem aqui do blog.
       Ficou uma delícia e não levou nem 10 minutos para tudo ficar pronto. E ainda sobrou para o dia seguinte! Não é o máximo!?

21 de outubro de 2012

Feira Orgânica na Tijuca

Fiquei super feliz com a notícia de que há uma feira de produtos orgânicos também na Tijuca. Funciona toda quinta, na Praça Afonso Pena. Ok, não é do lado da minha casa, mas é mais perto do que as da Zona Sul e os produtos mais fresquinhos e bonitos que no mercado. Fiquei sabendo pelo meu namorado, que viu numa materia na revista da Tijuca.

Fui lá na quinta passada e gostei bastante. Os preços, tirando o do tomate, são bem acessíveis. Comprei alfaces romana e mimosa, maravilhosas, por R$ 2,00 cada, um belo alho-poró, por R$ 2,50 (preço de produto comum no mercado!) e um amarrado de beterraba por R$ 3,50. Estava tão bonita que resolvi comprar para me aventurar mais uma vez em fazer um bolo. Se der realmente certo desta vez, posto a receita.

Como a feira é orgânica, só tem produto de época e basicamente os mesmo em todas as barracas, que não são muitas. Olhem só a foto que tirei com meu celular:



Adorei a experiência, os produtos estão ótimos! Virei freguesa!!! Semana que vem, estou lá! ;)



18 de outubro de 2012

O Blog

      Decidi me tornar vegetariana depois de uma viagem que fiz a trabalho. Fomos a São Paulo apresentar a ópera multimídia Berio sem Censura, de Jocy de Oliveira. A convivência com dois músicos vegetarianos, totalmente do bem, fez brotar essa semente que já estava plantada pela prática da Hatha Yoga, precisava só de mais regas para germinar.
      Pensei em ir aos pouquinhos, no estilo primeiro cortar a carne vermelha, depois o frango, peixe, etc. Mas na verdade, não considerei que já não comia carne em todas as minhas refeições e nem todos os dias. Assim, depois de uma experiência gustativa de conseqüências desagradáveis, decidi abolir a carne do meu cardápio. Quando fui dormir, já era ovo-lacto-vegetariana.
      Dia seguinte: legal! Novos hábitos - sim, sim, também já tinha decidido diminuir (e até mesmo parar) o consumo de bebidas alcoólicas -, vida nova, disposição total!!! Mas e agora? E o lance da proteína, do cálcio e todos esses nutrientes associados diretamente ao consumo de carne? Comecei a pesquisar sobre o assunto na Internet. Vi alguns sites, blogs, sugestões de livros, pesquisas acadêmicas, enfim, um pouquinho de cada. Vou colocando os links aqui no blog aos pouquinhos. Li de várias fontes que, na verdade, os seres humanos carnívoros consomem proteínas em excesso, e que os vegetarianos devem estar atentos ao consumo da vitamina B12, especialmente os veganos. Essa vitamina se encontra apenas nos produtos de origem animal ou em suplementos e é fundamental para a produção dos glóbulos vermelhos. Quanto ao cálcio e à proteína, eles estão presentes em diversos alimentos de origem vegetal, como nas folhas verdes e leguminosas. Também escrevi um email para meu primo, que é vegetariano há alguns anos, contando a novidade e pedindo umas dicas. Ele ficou super feliz de dividir essa energia com mais alguém da família, e eu também! Meu primo é artista gráfico, o nome dele é Guilherme Cavalcanti, e fez a ilustração de um livro de culinária vegana muito bom, chamado "Alquimia Alimentar", do José Roberto Machado. No lançamento, o autor me falou para aparecer lá no restaurante dele, no Recreio. Fiquei de ir com certeza, mas como boa carioca, até hoje não fui. Temos que acabar com essa fama! Vou falar mais sobre o livro em outras postagens. Por enquanto, fiquem com a capa:
      Bacana, tudo indo muito bem até que fui no Lamas, restaurante tradicional no Flamengo, bem conhecido e que meu namorado adora. O cardápio para ele, fantástico, para mim, ovo-lacto-vegetariana, é... As opções eram algumas fritadas (omelete), panachê de legumes, outros tipos de acompanhamentos ou petiscos, o que não era o caso. Fiquei com o panachê, com legumes super cozidos, banhados em gordura e molho de tomate. Nada muito animador para um jantar a dois.
      Dos restaurantes normais (leia-se não-vegetarianos), os italianos são os mais simpáticos conosco. Em São Paulo mesmo, fomos a vários e eu estava sempre dividindo pratos maravilhosos com meu amigo vegetariano, cada um mais gostoso que o outro. Mas, apesar de amar a culinária italiana, não dá para ir a esse tipo de restaurante toda vez que for comer fora.
      Pesquisei então os restaurantes vegetarianos no Rio. Vi que tinha uma lanchonete relativamente perto daqui de casa, nas imediações de Andaraí e Tijuca, perto da Rua Uruguai, mas ao passar onde seria, a mesma não funciona mais. A maioria dos endereços que vi na Internet é no Centro ou na Zona Sul. Aqui no Grajaú tem Mundo Verde, Hortifruti, que servem lanches e vendem produtos integrais, naturais, essas coisas. O mais é ir descobrindo por aí com as outras pessoas, se aventurando algumas vezes e aprendendo sempre. O objetivo deste blog é exatamente compartilhar experiências com quem mais se interessar. Já sei de um restaurante na Felipe Camarão, Hare Krishna, que me disseram ser muito bom, mas ainda não fui. Hoje, fui numa feirinha orgânica na Praça Afonso Pena. Depois vou postar sobre.
      Bem, é isso! Sinto que esse lance de blog vai ser legal! Vamos mantendo contato. Quem quiser compartilhar experiências, deixar umas dicas, mensagens, fique a vontade. O espaço aqui é para isso mesmo. ;) Beijo no coração de todos nós!

17 de outubro de 2012

Em Defesa da Vida

      Discurso fantástico de Philip Wollen, durante debate em Melbourne, Austrália. Se você ainda não assistiu, recomendo. Nos faz pensar. Se já assistiu, com certeza concorda que é o tipo de vídeo que sempre vale a pena rever. Fiquem em paz!